O Ranking das Tarifas de Energia Mais Caras em 2023

1 de fevereiro de 2024
Tarifas de Energia Mais Caras em 2023

Vamos agora ao tão aguardado ranking das tarifas de energia mais caras do Brasil em 2023. Conforme dados da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), a distribuidora com a tarifa residencial mais cara do país é a Equatorial Pará, com o valor de R$ 0,962/kWh. Esse mesmo valor coloca o estado do Pará no topo da lista entre os estados brasileiros.

No extremo oposto da lista, encontramos Santa Catarina, com uma tarifa média de R$ 0,593/kWh, tornando-se o estado com a tarifa mais baixa do país. É interessante observar a disparidade de valores entre as distribuidoras, o que demonstra a variedade de custos que os consumidores enfrentam de acordo com a região em que vivem.

Assim, aqui está o ranking completo das tarifas de energia mais caras do Brasil em 2023:

  1. Equatorial Pará: R$ 0,962/kWh
  2. Enel RJ: R$ 0,888/kWh
  3. Energisa MT: R$ 0,883/kWh
  4. Energisa MS: R$ 0,880/kWh
  5. Equatorial Alagoas: R$ 0,866/kWh
  6. Equatorial Piauí: R$ 0,854/kWh
  7. Amazonas Energia: R$ 0,835/kWh
  8. Energisa AC: R$ 0,828/kWh
  9. Light: R$ 0,811/kWh
  10. Neoenergia Coelba: R$ 0,808/kWh
  11. Energisa MG: R$ 0,803/kWh
  12. Neonergia Brasília: R$ 0,766/kWh
  13. Neoenergia Pernambuco: R$ 0,764/kWh
  14. Energisa TO: R$ 0,756/kWh
  15. Neoenergia Elektro: R$ 0,754/kWh
  16. Cemig: R$ 0,749/kWh
  17. Enel CE: R$ 0,744/kWh
  18. Roraima Energia: R$ 0,735/kWh
  19. RGE: R$ 0,720/kWh
  20. Equatorial MA: R$ 0,719/kWh
  21. Equatorial GO: R$ 0,711/kWh
  22. Energisa RO: R$ 0,709/kWh
  23. Chesp: R$ 0,699/kWh
  24. EDP ES: R$ 0,698/kWh
  25. EDP SP: R$ 0,698/kWh
  26. CPFL Paulista: R$ 0,690/kWh
  27. Neoenergia Cosern: R$ 0,689/kWh
  28. Demei: R$ 0,689/kWh
  29. ESS: R$ 0,688/kWh
  30. CPFL Piratininga: R$ 0,677/kWh
  31. DMED: R$ 0,673/kWh
  32. ELFSM: R$ 0,665/kWh
  33. Nova Palma: R$ 0,661/kWh
  34. MuxEnergia: R$ 0,660/kWh
  35. Energisa SE: R$ 0,658/kWh
  36. Enel SP: R$ 0,649/kWh
  37. CEEE Equatorial: R$ 0,643/kWh
  38. Copel-DIS: R$ 0,631/kWh

O Brasil no Contexto Internacional

Primeiramente, além de analisar o ranking das tarifas de energia mais caras do Brasil em 2023, é interessante comparar o cenário brasileiro com o de outros países. De acordo com a Associação Brasileira de Grandes Consumidores Industriais de Energia e de Consumidores Livres (Abrace Energia), o Brasil ocupa a 14ª posição no ranking mundial de tarifas mais caras de energia elétrica.

Desse modo, essa posição é resultado da comparação entre o valor das tarifas residenciais no Brasil, as tarifas residenciais de países da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) e o Produto Interno Bruto (PIB) per capita. Esses dados foram obtidos através de informações da Aneel, da Agência Internacional de Energia (IEA) e do Fundo Monetário Internacional (FMI), todos referentes ao ano de 2022.

Tarifas de Energia Mais Caras em 2023

Os Fatores que Contribuem para as Tarifas Mais Caras

Primeiramente, existem diversos fatores que contribuem para as tarifas de energia mais caras no Brasil. Segundo a Abrace Energia, cerca de 60% do valor da conta de luz está relacionado à geração, transmissão e distribuição da energia elétrica. O restante é composto por taxas, impostos, subsídios e ineficiências do setor.

Um dos principais fatores que influenciam o custo da energia elétrica no Brasil é a quantidade de subsídios existentes. Quanto mais subsídios são aplicados, maior é o valor que o consumidor paga em tributos. Dentre esses subsídios, destaca-se a Conta de Desenvolvimento Energético (CDE), que representa uma das maiores despesas da conta de luz. Assim, em 2023, estima-se que os brasileiros pagarão cerca de R$ 10 bilhões por mês e um total de R$ 119 bilhões ao longo do ano somente para custear tributos e subsídios.

De fato, outro fator relevante é a presença das chamadas "Bandeiras Tarifárias". Essas bandeiras são adicionadas ao custo de geração de energia e consideram fatores externos ao mercado, como por exemplo a época do ano, o volume de chuvas e a disponibilidade hídrica. Quando há dificuldade na geração de eletricidade nas hidrelétricas, que é a maior fonte de geração do país, é adicionado um custo extra à conta de luz do consumidor.

Tarifas de Energia Mais Caras em 2023

Conclusão

Desse modo, as tarifas de energia mais caras do Brasil em 2023 refletem uma realidade preocupante para os consumidores. O país ocupa uma posição significativa no ranking mundial de tarifas de energia elétrica, e os altos valores impactam diretamente o orçamento das famílias e empresas.

Assim, é importante buscar alternativas para reduzir o consumo de energia e adotar medidas de eficiência energética. Além disso, é fundamental que haja transparência na cobrança das tarifas e uma gestão eficiente por parte das distribuidoras de energia.

Portanto, a conscientização sobre o cenário das tarifas de energia é essencial para que os consumidores possam tomar decisões informadas e buscar soluções mais econômicas e sustentáveis.